30 de outubro de 2014

Advogado denuncia ação de políticos na área do Maicá



O advogado Hiroito Tabajara explica que existe um processo na Justiça Federal, onde a Prefeitura de Santarém pede o cancelamento da titulação da área quilombola. Porém, em uma audiência que aconteceu, na semana passada, o Juiz Federal verificando as partes, propôs uma tentativa de acordo, para que seja adquirida uma área. Durante a reunião, ficou acertado que as partes iriam se encontrar para indicar uma possível área.


“Os quilombolas indicaram algumas áreas, só que nesses locais existem pequenas propriedades, cujos donos contêm posses e benfeitorias, mas que se manifestaram ao juízo com relação a essa situação”, conta.

Diante disso, segundo o advogado Hiroito Tabajara, foi proposto pelo Juiz e pelo procurador jurídico do Município de Santarém, José Maria Lima, um tempo para que as partes apontassem possíveis áreas. Ele desvenda que as associações de moradores dos bairros Área Verde e Pérola do Maicá localizaram uma área de 50,86 hectares, que se enquadra perfeitamente no que foi pedido pelo Juiz.

“Na área não tem nada construído e não afetaria as famílias do bairro. Hoje pertence a um senhor chamado Wagner Riva e está dentro da área destinada à especulação imobiliária para a construção de portos”, declarou o advogado.

De acordo com o Dr. Hiroito Tabajara, a área foi apresentada aos quilombolas para que fosse feito um acordo com eles, por conta do local não ter título definitivo, mas apenas uma escritura de posse, no livro 180, folha 49 de 2012, através de um corretor imobiliário.

“Agora estamos aguardando o desfecho, mas existe todo um grupo político por trás dessa questão dos portos da Grande Área do Maicá, que prefere deixar a população desamparada, do que tirar uma pequena quantidade de um grande e um mega empreendimento que tem ou sabe-se lá se tem!”, critica o advogado.

Fonte : O IMPACTO 

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