26 de maio de 2015

Sete detentos da carceragem de Parauapebas recebem batismo


 



Membros da Igreja Evangélica Assembleia de Deus Ministério Missão batizaram no início da semana sete internos da carceragem do Bairro Rio Verde, em Parauapebas. Conforme revelou a missionária Rosana dos Santos, este foi o segundo batismo coletivo ministrado no local em menos de um mês.

"Resolvemos trazer o batismo para dentro da carceragem porque eles estão impossibilitados de irem até as igrejas", comentou a missionária, explicando que o batismo, para a crença cristã, significa que o homem se torna uma nova criatura em Jesus Cristo e passa a ser membro da igreja.


Segundo ela, em todas as segundas-feiras são pregados cultos nas celas do presídio. “A Bíblia diz que a palavra de Deus tem o poder de libertar, transformar e restaurar. Eles entram aqui como homicidas, estupradores, traficantes, mas saem como homens de Deus”.


Rosana dos Santos destaca que é dentro da cela que se demonstra aos internos o quanto foram erradas as atitudes deles do lado de fora. "Demonstramos que o que eles fazem lá fora é errado e que não traz beneficio para eles. A cadeia os priva da liberdade, e tudo que o homem não pode ser privado é da própria liberdade”.

O interno João Tavares foi um dos batizados e contou com alegria que sentiu uma emoção muito grande no coração. Ele cumpre pena há mais de um ano e afirma que já era evangélico, mas nunca havia sido batizado nas águas. "Quando sair daqui eu vou seguir a religião”, prometeu.


Raimundo Nonato também pretende seguir os mesmos passos do colega de cela, afirmando que aceitar Jesus no coração é maravilhoso. “Eu era evangélico, mas nunca havia sido batizado”. Ele diz que, antes de ser preso, já entendia bastante a palavra de Deus e, por isso, optou por ser batizado. "Decidi me batizar porque sinto que chegou a minha hora de aceitar Jesus definitivamente", afirma, informando que está recluso há aproximadamente dois meses.

José Willians Cordeiro, diretor da carceragem, explicou que a entrada dos evangélicos na casa penal visa minimizar o sofrimento dos internos, uma vez que esse contato com Deus é de suma importância para alguns. “Aqui temos exemplos de vários internos com vários crimes diferentes, e essa proximidade com Deus faz com que eles levem a paz para dentro das celas”. (Vela Preta/Waldyr Silva)

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