5 de junho de 2016

Serviço de Radioterapia do HRBA completa seis anos de funcionamento

  
O serviço de Radioterapia do Hospital Regional do Baixo Amazonas completa seis anos de funcionamento e desde a sua implantação, em 4 de junho de 2010, já atendeu mais de 1500 pessoas. O número de sessões feitas ultrapassa os 105 mil. Somente no ano passado, mais de 27 mil foram realizadas. Atualmente, 60 pessoas estão em tratamento de radioterapia no HRBA.

Uma das pessoas que tiveram a vida transformada pelo serviço é Edinéia de Sousa, de 53 anos. Ela lutou contra um câncer de mama por sete anos, foi submetida a duas cirurgias, além de sessões de químio e radioterapia. Hoje está curada, em fase de acompanhamento. “Antigamente eu tinha que sair da cidade para conseguir atendimento, sofria por ficar longe da minha família. Fui a Belém, mas não consegui fazer a radioterapia. Depois fui para Teresina (PI), mas uma única sessão custava R$ 3 mil por lá. Então decidi ir a São Paulo, onde finalmente consegui ser atendida. Depois que inauguraram esse serviço aqui no hospital tudo ficou muito melhor. Fico no meu lugar, sou bem assistida e isso faz toda diferença no tratamento”, conta.

O vereador Valdomiro Pinto, de Monte Alegre, faz tratamento de câncer de próstata na unidade. Em outubro de 2015 ele foi diagnosticado com a doença e já em novembro passou pela primeira, das três cirurgias indicadas para o problema e que foram realizadas no hospital. Agora, ele se submete a sessões de radioterapia. “Temos a felicidade de contar com um hospital como esse aqui em Santarém, dotados dos melhores equipamentos e médicos. Além disso, o tratamento que nos dipensam é muito bom, a gente já se sente melhor só por isso."

O serviço de radioterapia complementa um dos principais tratamentos contra o câncer. “Com a implantação desse serviço aqui em Santarém, as pessoas aumentaram suas chances de cura quando diagnosticadas. Além do fator psicológico, aliviado pela proximidade com os familiares e o lugar de origem, tem a questão da redução do custo, que facilita a vida de muitas pessoas que não têm condição financeira”, conta a responsável técnica pelo serviço de Radioterapia do HRBA, Izabel Campos.

O hospital tem quase 1100 pacientes oncológicos, muitos deles provenientes de outras regiões e até de fora do estado. Além da qualidade, o pouco tempo de espera para início do tratamento chama a atenção. “Para começar a radioterapia, o paciente demora, em média, três semanas. Em outros centros, a demora é bem maior. O nosso tratamento é rápido, considerado totalmente fora do padrão nacional, que é de três a seis meses. Aqui o nosso paciente não aguarda nem um mês para iniciar o tratamento. E, se for de urgência, inicia em até uma semana”, explica Izabel.

Unacon

O Hospital Regional de Santarém é uma Unidade de Alta Complexidade (Unacon) para o tratamento oncológico, que se baseia em três pontos principais: cirurgia, quimioterapia e radioterapia. “Nós oferecemos um serviço de excelência. A radioterapia é um serviço que consegue atender não só a uma grande quantidade de pacientes, mas também ser bastante efetivo, inclusive no caso de cânceres que variam desde os de pele até tumores difíceis de tratar”, explica o coordenador do serviço de oncologia do HRBA, cirurgião Marcos Fortes.

O diretor geral do hospital, Hebert Moreschi, reforça a importância dos serviços oferecidos à população daquela região. “O fato desses pacientes poderem ser assistidos em Santarém, com resolutividade, segurança e qualidade, é muito positivo. O HRBA é uma referência no tratamento oncológico no Norte do Brasil, recebendo pacientes referenciados de outros estados, o que mostra o caráter indispensável desse trabalho.”

Referência

O HRBA é uma unidade pública e gratuita de saúde, pertencente ao Governo do Pará e administrado, desde 2008, pela entidade beneficente Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). O Hospital Regional de Santarém é referência no Norte do Brasil para o tratamento oncológico e ainda para mais de 1,1 milhão de pessoas que vivem em 20 municípios do oeste paraense.

Fonte : Agência Pará
Texto: Joab Ferreira
 

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